| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galbuliformes |
| Família: | Bucconidae |
| Horsfield, 1821 | |
| Subfamília: | Bucconinae |
| Horsfield, 1821 | |
| Espécie: | N. maculatus |
O rapazinho-dos-velhos é uma ave galbuliforme da família Bucconidae. Também é conhecido popularmente como fura-barreira, macuru, apara-bala, tricolor, joão-bobo, bico-latão (Ceará) e cava-chão (Sul do Piauí).
O nome se refere à sua “mansidão”, pois é capaz de ficar imóvel no meio da vegetação, observando tudo que se passa ao seu redor. Como o seu colorido e a sua forma lhe fornecem uma perfeita camuflagem, passa muitas vezes despercebido.
Seu nome científico significa: do (grego) nustalos = sonolento; e do (latim) maculata, maculatum, maculatus = manchado. ⇒ Sonolento manchado.
Mede entre 18 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 32 e 38 gramas.
Possui o bico avermelhado. A cabeça, entretanto, é toda escura, com um colar amarelado e uma mancha da mesma cor no peito. Tanto a barriga como o peito são todos salpicados de negro, em contraste com o cinza claro. A cabeça é grande e larga, desproporcional ao corpo.
Difere do joão-bobo (Nystalus chacuru) por não ter branco na face e pelas pintas negras no peito e na barriga.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Fica pousado em poleiros à espera da presa. Decola e apanha insetos em voo, voltando para devorá-los no galho onde estava pousado. Além de insetos, come aranhas, escorpiões e pequenos vertebrados. Come também pequenas frutas.
Cava um túnel que termina numa câmara num barranco ou até em terreno plano, onde põe de 2 a 3 ovos. O casal faz revezamento para cuidar do ninho, dos ovos e dos filhotes, que nascem nus, cegos e com bico pequeno.
Tanto N. maculatus quanto N. chacuru fazem ninhos no solo, cavando galerias estreitas com até 1 metro de comprimento. No final da galeria, abrem uma pequena câmara para a postura dos ovos e crescimento dos filhotes. A entrada dos ninhos é camuflada pela vegetação ao redor e pelo hábito de espalharem a terra vinda da escavação. Na entrada da galeria, geralmente de formato ovalado como um buraco de lagarto, é possível ver o rebaixamento produzido pelos pés das aves ao entrarem e saírem dos ninhos.
O período reprodutivo das duas espécies de João-Bobo é semelhante, também tendo o mesmo hábito de cantorias em dueto. Essas cantorias são mais extensas e comuns de Setembro a Dezembro. O canto lembra o do N. chacuru, variando de tom ao longo do chamado e não diminuindo no final como na outra espécie.
Habita a mata baixa e seca, cerradões, caatinga ( onde é comum). Costuma pousar em fios ou galhos expostos ao Sol, imóvel, confiando em sua camuflagem para evitar os predadores. Quando fica nervoso ou assustado movimenta a cauda com lentas oscilações laterais e também com movimentos circulares. Apanhados vivos finge-se de morto para depois fugir inesperadamente.
Vocalização Estrofe ondulada “türe-tütüre-tütüre” ( canto ).
O Rapazinho-dos-Velhos ocorre no Nordeste, em boa parte da região Centro-Oeste, parte do Sudeste (Minas Gerais) e em todo o nordeste do Brasil. Também é encontrado ao norte do Amazonas, na região de Oriximiná e na Ilha de Marajó, no Pará. Pela ampla área de distribuição e quantidade de indivíduos registrados, essa espécie é considerada como Pouco Preocupante (LC) de extinção na natureza ( IUCN ).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: